domingo, 22 de janeiro de 2017

Passa a Culpa

Foras de jogo de metros, escandaleiras de faltas e de entradas assassinas, coisinhas lindas como estas, de tudo um pouco há para as papoilas saltitantes. Inventam "escândalos" quando alguém tem uma interpretação diferente de uma regra imensamente subjectiva, cai o Carmo e a Trindade. E agora falam de colinho para nós?? Depois de dezanove penaltis por marcar, expulsões perdoadas contra nós e de tudo a um cento - inclusive contra nós! - vêm agora gritar colinho porque o árbitro perdoou uma expulsão ao Layún!? E num penalti que nunca seria marcado contra vós?

E aqui está já uma diferença entre os Portistas e as papoilas: o Layún deveria ter sido expulso e é penalti, sim senhor. Num rigor muito rigoroso, mas sim, é penalti. Nunca vejo nenhuma papoila admitir o que quer que seja que vá contra si - do pouquíssimo que vai!

Não há mesmo vergonha nenhuma. Preparemos-nos pois - independentemente do resultado ou incidências do jogo com o Tondela - para a inversão do discurso, para o regresso do papão da fruta - mesmo que isto tenha sido real, mesmo que o benfas tivesse tido apreensões dentro do galinheiro, mesmo que haja condenações desde presidente a claques - coisa que aqui não há! Pouco importa, para o fifica essa coisa de "mérito do adversário" não interessa.

E também não importa lembrar as inclinações que esse que vocês apelidam de "superdragão", o senhor Jorge Sousa, já fez a favor do verifique! Inclusive no último derby! Mesmo que ontem nos tivesse tirado três lances de golo eminente por foras de jogo inexistentes. (E aqui abro um parêntesis para falar aos lagartos - o "escândalo" contra vós acontece-nos tantas vezes que já nem temos memória para os lembrar!).

In dubio pro gallina. Assim tem sido até aqui, assim continuará a ser. Mas é fácil quando se enfia a cabeça na areia quando se é beneficiado e se rasga as vestes quando se é prejudicado. A contabilidade fica facílima. E depois, há sempre quem corrobore. E ajude.


NOTA: Há pouco tempo, dizia-se que a Mística do FC Porto tinha desaparecido. Que tinham deixado de haver "jogadores à Porto". Estes dois são um bom exemplo daquilo que o futuro poderá trazer. Para mim, Marcano apresenta, cada vez mais, as qualidades de um jogador à Porto. A presença dele na defesa é, cada vez mais, sinónimo de segurança e de incisividade, mas também de liderança. Talvez não tenha uma cara muito raçuda, mas é certamente alguém com a atitude certa

Danilo Pereira tem o ar raçudo que se espera de um jogador à Porto, tem a Alma, a Paixão e, como ele diz e bem, sangue, para ser aquilo que se quer de um jogador à Porto. E de um futuro Capitão. Tem também discurso forte, atitude, liderança e ligação com os adeptos. Mas só há aqui um "problema"... tem tanta qualidade que vai ser muito complicado ficar por cá. É o "fado" dos bons jogadores do FC Porto....

sábado, 21 de janeiro de 2017

Análise FC Porto 4-2 Rio Ave - Ilusionismo Sem Ilusion

Resultado enganador para um jogo que tinha todos os condimentos para ser um grande jogo de futebol, mas acabou por ser um sério aviso para qualquer um que queira ver o FC Porto campeão. Vale a reacção mas pouco mais. E temos de ser muito mais. Porque equipas a jogar bem, como jogaram hoje os caxineirinhos, irão haver mais. E, para essas, é preciso jogar bem. O que não aconteceu hoje.  Vamos a notas.


Alex Telles - A assistir, a criar, a compensar defesas, a fechar o lado esquerdo, a assistir, Alex Telles continua a justificar o acerto da sua contratação. Tal como Felipe. Afinal é possível ter-se Portismo e jogar à Porto em pouquíssimos meses. Se ao menos o resto da equipa pudesse seguir-lhe as pisadas sempre.

Marcano - Apesar desta mostra de parco futebol, Marcano fez tudo o que podia para evitar males maiores. Um proto-Capitão à Porto. Cada vez mais. E vão quatro golos na liga. Um central. Nada mau.

A reacção - Onde faltou saber e organização aconteceu - a partir do 1-2! - nervo e crença, aquela que pode, talvez, dar fibra e ADN de campeão. Tem de ser constante, o que não está, de forma alguma, a ser. Não consigo perceber como uma equipa capaz de ter a atitude da remontada pode passar jogos inteiros a dormir!


Layún - Veio de lesão prolongada, estava sem ritmo, pode ter tido...outras... motivações a ofuscar-lhe a mente, mas uma equipa a jogar mal conseguiu a proeza de quase deitar tudo a perder. Um verdadeiro tiro na perna.

Tão pouco, tão pouquinho - Ele foram golos de frente para a baliza ridiculamente falhados. Ele foram passes interceptados. Lentidão na defesa. Uma ausência gritante de ocasiões de golo. E, para além disto, tudo o que o Silva descreveu. Tivemos vontade e uma ponta de sorte. Pode não chegar. Não deverá chegar, com certeza. Há que fazer muito mais. Mais do que o frango, o que temos de não consentir é uma equipa a jogar melhor do que nós. Isso não é admissível. A reflectir.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Vira O Disco E Toca O Mesmo


Estava eu aqui pronto para fazer um belo post de antevisão do jogo de amanhã, para falar da extraordinária entrevista de Rúben Neves a Rui Cerqueira, para me manifestar contente pelos regressos de Layún e de Otávio, mas um aziado resolveu estragar-me a manhã.

Todos sabemos como Vítor Pereira saiu do Clube. Foi corrido pelos adeptos, o Presidente, apesar de lhe ter apresentado uma renovação, poderá não o ter feito da forma mais convencida do mundo, enamorado que estava pela coqueluche "palminhas" de Paços de Ferreira.

Como sou e sempre fui um homem grato, defendi VP até ao limite das minhas forças Portistas. Ainda hoje, não tenho senão absoluta gratidão pelo que fez pelo meu Clube. Reconheço que soube dar garra e impeto Portistas à equipa. Sei que sempre deu o peito às balas na defesa do Clube. E que o fez sozinho. Sei que foi vítima das frases infelizes do Presidente. Mas não foi o único. Mas, convenhamos, o Presidente fez de tudo um pouco para lhe dar as condições que precisava - defendeu-o contra os adeptos, renovando-lhe o contrato quando lhe pediam a cabeça, e até fez uma revolução no balneário quando este se antagonizou com VP. 

Por isso não entendo este sorrisinho trocista e superior aquiaqui e aqui. Também não sei porque se acha tão superior. Se é pela "ideia superior" da cultura de posse - e eu subscrevo essa ideia - Lopetegui também a teve. Mas teve também assobios desde o primeiro segundo, coisa que Vítor Pereira não teve. 

Teve também VP um plantel, como se pode ver aqui e aqui, de um Portismo e com um ADN campeão em nada comparável aos últimos três. Também teve uma coisa chamada maior rigor arbitral, teve uma coisa chamada jogadores "da casa" que tinham vencido e não uma camada de juventude absolutamente estonteante como a que teve Lopetegui, Peseiro e Nuno Espírito Santo. VP poderia não ter um plantel muito vasto, mas Casemiro, Herrera, Óliver (de 18 anitos) não têm qualquer comparação com Fernando, Moutinho e Lucho. Se há coisa que faltou a Lopetegui foi Capitania dentro de campo. Coisa que estes três eram.  E, meu caro VP, a frase "O Hulk resolve" não foi criada por mim, pois não? E porque seria? 

Se fosse "um outro nível" assim tão grande, teria havido um VP que tivesse vencido no estrangeiro, coisa que não aconteceu. Venceu, sim, no Olympiakos, onde, aí sim, qualquer um se arrisca a ser campeão. Não sou eu que digo, é a BBC 5. Os conflitos no balneário continuaram, as pegas com as figuras do plantel também. 

Tal como já disse, o meu respeito e consideração acabaram aquando disto. Pelos vistos, VP ainda tem a mesma espinha na garganta. Desdobrar-se em entrevistas a vangloriar-se não é bonito. Mostrar, uma vez mais, um sorriso trocista na seca do seu FC Porto, não é de Portista. Mas eu entendo, até. É o comportamento típico de quem carrega consigo as mágoas e a azia. Ultrapassa, Vítor! Sê feliz na tua segunda liga alemã. Espero que chegues à primeira

Descanse em Paz Carlos Alberto Silva. Muito Obrigado por tudo. Nunca o esqueceremos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ricardo Silva - Verdade Desportiva... À Moda Da INATEL!


NOTA PRÉVIA: Este post é de um amigo do Porto Universal, o Ricardo Silva, que o postou no seu Facebook pessoal e com gentileza me deixou transcrever. Obrigado Ricardo! Achei especialmente interessante a parte do senhor pistoleiro. É assim que depois se "está em todas as provas". Mas, como tudo, um dia a sorte e o proteccionismo acabam. Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe. Que aproveitem enquanto o polvo está alapado. Não o estará por muito mais. E depois sobrará uma equipazinha trapaceira, batoteira, cheia de esquemas e incapaz de se valorizar pelo seu mérito, de tal forma habituada às muletas que, quando elas faltarem, não vai saber caminhar! Nem a jogar contra o antepenúltimo classificado da segunda liga largam os vícios...Tic-tac, tic-tac...

Será o árbitro Gonçalo Martins, que apitou o Benfica - Leixões para a Taça de Portugal, mais um tentáculo do polvo?

Vamos a factos...

O Benfica fez a sua parte, controlou o jogo com facilidade como era de esperar, até aí nada apontar... ganhou o jogo categoricamente por 6-2, como dizem os papagaios do estado lampiónico! 

No entanto, não se consegue entender como é que um árbitro que consegue ver o penalti sobre Zivkovic aos 59m de jogo... 

... não consegue ver o penalti que Samaris cometeu com um pontapé no jogador do Leixões aos 35m, quando árbitro até está a cerca de dois metros lance, sendo que o resultado nessa altura era de 2-0... 

Não estou a afirmar que não é penalti sobre o Zivkovic, no entanto o contacto com o braço é muito parecido com o que o Lisandro Lopez sofreu do Yebda, que deu a primeira suspensão da história do futebol, por ter simulado um penalti, lance esse que os papagaios do estado lampiónico fazem sempre questão de lembrar...Deve ser um caso de intensidade! :D

Mas o melhor ainda estava para acontecer na segunda parte aos 50m, quando o jogo estava 3-1, expulsão perdoada ao Jonas... Jonas agride o jogador do Leixões com uma sapatada na cabeça, após sofrer uma falta!

Até conseguia entender que ele não fosse expulso, caso o árbitro não tivesse visto o lance, mas como ele estava perto do lance e deu amarelo ao Jonas, é porque viu, mas perdoou a expulsão. VERGONHOSO!

E dizem os papagaios do estado lampiónico, não foi nada de especial, "foi apenas um calduço a um colega de profissão", no entanto relembro-vos que o Jorge Andrade foi expulso com vermelho directo num jogo de Champions League, por muito menos...

Já sei que o estado lampiónico agarra-se ao resultado de 6-2 e dizem que o árbitro não tem qualquer influência no resultado, mas eu digo, NÃO TEM O C@R@LHO...!

Já não falo no penalti, mas a expulsão tinha influência nos restantes 40m para jogar, pois o resultado estava 3-1 e na próxima jornada do campeonato Jonas não jogava...

Por isso, acho que foi uma arbitragem tendenciosa de mais um árbitro que deve ter frequentado a formação de árbitros na INATEL, patrocinada pelo Benfica indirectamente.

Viva o #colinho, viva os vouchers, viva a "Verdade Desportiva"!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O Danoninho Que Falta


Ás vezes é estranho pensar no FC Porto de Nuno Espírito Santo. É esquisito pensar que um dia podemos achar que tudo é um desastre e outro dia o Olimpo pode estar ali tão perto. Só que, dada a devida distância e a frieza que se impõe, falta apenas um danoninho (® Silva). E é mesmo só isso. A defesa é sólida - está o nível das melhores da Europa, com Casillas a fazer os melhores números da sua carreira - o meio campo cada vez mais entrosado - a dupla Danilo-Óliver é extraordinária, com um terceiro médio como híbrido entre sistemas, e um conjunto de atacantes com uma produção ofensiva invejável.

Onde falha então o FC Porto?

Falha na eficácia. É da juventude, certamente, mas não só. São os nervos, a ansiedade e o medo de perder. É a pressão que se sente pela inexperiência. É o desacerto da sofreguidão com que se procura fazer bem e bonito. É um passe a mais, é a indecisão, é complicar o simples. No meu entender, é tudo uma questão de tempo e de treino até que tal fique bem. A juventude tem irreverência, mas também tem inexperiência. Exigir de André Silva ou Jota ser um Jackson ou um Lisandro.... é só parvo.  Temos futuro a ser preparado. Mas as etapas têm o seu tempo. Para contornar isso é preciso trazer experiência.

A inconstância exibicional também é algo a ter muito em conta, e não tenho dúvidas que está intimamente ligada com a primeira. A assimetria entre o FC Porto em casa e fora não pode continuar a ser tão gigantesca. Qualquer equipa se sente, naturalmente, confortável no carinho dos seus, mas a forma como o FC Porto roça a quase inoperância fora de casa é bastante assustador. Também, se o campeonato é uma prova de consistência, não se pode admitir uma diferença de qualidade tão acentuada entre o FC Porto contra o Leicester e o FC Porto no Restelo, em Tondela ou em Paços de Ferreira. Por muito que se louve a ideia da fortaleza e de dar a noção de dificuldade e medo por parte do adversário ao entrar no Dragão, já vai sendo tempo de arranjar outra metáfora bélica para tratar da conquista de pontos fora. Os relvados são diferentes, os campos mais curtos, mas o FC Porto tem de ser capaz de ter a raça, a entrega e a "prepotência", que tão bem Cândido Costa refere, em casa ou fora dela. E não pode haver um "pronto-já-está". As grandes equipas mundiais estão sempre a procurar o golo seguinte.


Por fim, não é indiferente falar  das arbitragens. E vou falar delas exclusivamente em três casos, que contam muito esta época. O caso das papoilas , o caso do sportem  e o do Setúbal. Tem de haver uma uniformidade de critérios para lá de tudo que seja razoável. E, se o caso do segundo golo do Boavista às papoilas é ilegal , também é o golo das papoilas contra nós! Quem é que se levantou em reboliço? Quem contestou? Quem fez daquilo um pecado capital? Ninguém! Custou a engolir, mas aceitou-se. À luz dos critérios demostrados pela Comissão de Arbitragem, a vitória seria nossa. Estaríamos, portanto, agora a um ponto. Ou menos, por todas as circunstâncias envolventes! Assim como, tendo mais uma vez como referência as papoilas, se é mão do Felipe, é-o também no caso de Gelson e, principalmente, de Bryan Ruiz, em Alvaláxia! Dois golos irregulares, mais três pontos, liderança isolada! E o sportem fora da corrida! Se, como icing on the cake, tirarmos a naturalíssima conclusão que, se Cervi sofre penalti, também o sofre Otávio em Setúbal, seriam pois mais dois pontos e liderança destacada

É natural daí inferir que metade das críticas, não desaparecendo - porque a exigência Portista é uma coisa positiva desde que não dê para assobiar à maluca e ser perniciosa - atenuar-se-iam severamente. Como tenho a certeza que a comunicação do FC Porto, mormente na pessoa de Francisco J. Marques, modificou-se de sobremaneira, temos todas as condições para, em campo menos inclinado - sim, não tenhamos ilusões, nem tanto ao mar nem tanto à terra - e com maior consistência, ser campeões e formar uma base vencedora para o futuro.

Basta apenas um danoninho. A eles, carago!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Análise FC Porto 3-0 Moreirense (17ª Jornada) - Jogos Que Fazem Campeonatos [ACTUALIZADO]


Jogo importante, vitória natural mas sensaborona cuja memória o tempo se encarregará de apagar. No entanto são estes jogos que fazem campeonatos, num jogo onde todos os destaques que vou dar são, apenas e só, mais ou menos. Evidentemente, o Rio Ave vai exigir deste Futebol Clube do Porto bem mais, mas o caminho faz-se caminhando, e o alento moral de uma vitória tranquila pode ser o click necessário para, de uma vez por todas, sair deste carrossel. Vamos a notas.


Óliver - Depois dos primeiros minutos em que, tal como o resto da equipa, esteve num estado de ansiedade sôfrega absolutamente incompreensível, quando afinou fez aquilo que é o seu apanágio e merece o natural destaque: ser o eixo da roda. Pelos seus pés passa, literalmente, todo o jogo Portista. Teve, também, o mérito de voltar a destapar o ketchup, num remate muito bem colocado e que espero que restitua a confiança de Óliver na sua capacidade de fazer golos. Nunca será um goleador, certamente, mas é bom saber que está no caminho certo.

Marcano - Cada vez mais forte, cada vez mais Capitão (ainda que agora não tenha a braçadeira, outra vez) e já com 4 golos marcados (3 na liga),  está cada vez mais completo e patrão. Curiosamente, está a assumir esse papel quando se esperava que fosse o seu companheiro a fazê-lo. Mas acho que é mais uma parceria do que uma relação de patronato. Que assim continue.

O copo meio cheio -  É sempre bom voltar às vitórias tranquilas, feitas com tempo e sem nenhum tipo de possibilidade de se perder num mau momento, como também é sempre excelente mais uma clean sheet, ou seja, a baliza inviolada novamente. Corona e Diogo Jota jogaram bem com os companheiros e ajudaram num esboço de ataque rápido que só precisa de ser mais afinado mas que vai lá e é justo dizer que Herrera fez um jogo bastantes furos acima dos que tem feito. Nota digna de registo a arbitragem, que o Tribunal d'O Jogo demonstra ter sido muito boa. Está visto que Fábio Veríssimo parece ser, até ao momento, o valor mais seguro da arbitragem-proveta. 


O copo meio vazio - Estranhamente, ambos os nossos normais esteios defensivos estiveram anormalmente aluados. Apesar de terem a raça habitual, quer Felipe quer Danilo não tiveram uma tarde-noite por aí além. Será que a Cila tem razão e os jogos às 18 deixam os jogadores meios taralhoucos? Tenho, no entanto, a certeza de que um Rio Ave os fará estar mais focados e atentos. 

O depois de Óliver é sempre uma confusão pegada. A implicância que NES tem com Óliver, não a entendo. Óliver é sempre o primeiro a sair, e sempre com o mesmo resultado. Por muito bom, assim-assim ou mau que o jogo esteja a ser, a saída do Maestrinho piora-o sempre, porque lá se vai o eixo da roda, e a sua alternativa tende a não conseguir produzir o mesmo. André André bem se esforçou, mas não tem a capacidade de ler o jogo como Óliver tem. Aliás, aproveito para explicar ao senhor Carlos Gouveira, que atribui as pontuações n'O Jogo, e que tem uma embirração parecida com a de NES com o nosso Maestrinho, que as "rotundas" de Óliver  servem para que este possa ler o jogo e enviar a bola para o sítio certo, sem ter que correr com ela. Como Óliver não é nenhum Aubemeyang, esta tende a chegar ao seu destino melhor e mais rapidamente do que se ele correr com bola para a entregar. Percebe? Além disso, às vezes, também serve para dar a volta à marcação de um adversário. Implicâncias!

Por fim, a questão Depoitre. Não consigo, juro que não, perceber a lógica de tudo isto. NES, supostamente, pede um avançado caro e sem provas dadas, porque conta com ele. Dito avançado é ultrapassado por um miúdo de 18 anos, voluntarioso e esforçado, mas cuja etapa natural de formação é jogar nos sub-19 dando umas perninhas na B. Evidentemente, ninguém lhe pede mais do que isto. O que está a fazer Rui Pedro na equipa principal? E que exemplo se dá a um ponta de lança ser ultrapassado por um miúdo dez anos seu júnior? Uma trapalhada com uma explicação certamente esotérica e de muito difícil compreensão. Depois dizem que Depoitre joga mal! Deve ter, a esta altura, a confiança de uma pulga!

ACTUALIZAÇÃO

Para que entendam o gesto de André Silva no festejo do golo. Achei absolutamente delicioso. E o facto dele não ter publicitado ainda o torna mais nobre. E o meu coração de Pai mais quente. Parabéns André. Essa humildade só te fica bem. E vai levar-te longe.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Está Na Hora De Ser MESMO Porto [ACTUALIZADO]


Amanhã é um jogo importantíssimo. Amanhã  é altura de ver a fibra de que é feita esta equipa do Futebol Clube do Porto. É assim que se fazem os campeonatos - fazendo a nossa parte enquanto os outros vão encomendando faixas. Porque isto só acaba no fim.

A equipa provável é simples: Orgulho, Raça, Determinação, Concentração, Foco, Atitude, Eficácia, Intensidade, Pressão, União e Portismo! Se não formos capazes de fazer a nossa parte nestes momentos, não poderemos, de facto, ambicionar a ser campeões!

É tempo de mostrar personalidade e agressividade, é tempo de mostrar foco e estofo. Não haveria "Momento K" se não tivesse havido antes coração para estar sempre na luta. Se não houvesse crer para acreditar que era possível. Esses são os componentes de um ADN de Campeão.

Vamos provar que é possível. E que até à lavagem de cestos, é vindima. Porque um campeonato é uma maratona, não uma corrida de velocidade. E os campeões não se decidem à primeira volta. Mas para isso é preciso vencer.

Pra cima deles, carago!

NOTAS: 


É tão fácil ser santinho, carago! Tão simples! "Não queiram que eu fale de arbitragem. Há lances atípicos para vocês fazerem a análise" Vocês, diz Rui Vitória no fim do jogo. Não ele! Não é preciso!A armada rubra da imprensa vai já fazendo a sua parte à hora que escrevo estas linhas. Se o segundo golo do Boavista é falta, não há mais golos de bola parada. Se o terceiro é fora de jogo, bem, o FC Porto tem muito que se queixar. Se o penalti sobre Cervi é penalti... hoje ficaram aí uns 5 por marcar no jogo da equipa B. Enfim, aquilo que, para nós é "joguem à bola", para eles é um escândalo nacional.


E, já agora, vale a pena castigar treinadores se eles podem usar telefone à ninja e permitem ao assistente ter um auricular que se vê da Lua?


ACTUALIZAÇÃO


E cá está! Certinho como a seguir à noite ser dia, lá está a cavalaria a sair em defesa da dama! Rui Vitória, cínico e sonso como só ele sabe ser, lá disse, e pode ver-se aqui em cima: "Há coisas que merecem ser comentadas, mas eu não faço". Pois não, filho! Nem precisas! Se o FC Porto tivesse alguém que o defendesse assim - pelamordasanta, se isto é penalti, o FC Porto tinha 49 para reclamar, não 19! - nunca teria de abrir a boca! Sim, a verdade é que também reclamam, como os outros, mas com uma agravante: sempre E SÓ quando perdem pontos! Ou quando jogam com o Vizela. E uma atenção especial para Marco Ferreira, que já percebeu que 50 mil euros, ao fim do ano, dão um certo jeitinho, e toca ao beija-mão ao DDT para poder fazer o caminho de volta. Muito cuidado, quando este "convertido" voltar a apitar - e não deve demorar nadinha - vai ser o pior deles todos! Mas, lá está, como nos dizem: joguem à bola! Eu gosto, e aprecio, que nenhuma papoila se aperceba que o Rafa Silva é caríssimo, e que , sem o Fejsa, aquele meio campo é um passador. Vão ter tempo para perceber, porque o DDT sabe que tem de vender e a seguir... meu amigo. Sem inclinações é mais difícil.