segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A Culpa É Do Cavani – Jornada 10 – Josué, O Nosso Pikachu


Os Cavanis voltaram a estar juntos na mesma sala! É verdade, caros saudosistas, com direito a combóio e tudo! E aproveitamos a proximidade para uma análise do pós-Portimonense feita por dois terços dos Cavanis, já que o Silva não conseguiu ver o jogo e esteve contra as nossas opiniões apenas por uma questão de princípio e não pelo que viu. 
Muito amor pelo Brahimi, algum pelo Herrera e pelo Marega, naquele que foi um dos episódios que atravessou mais épocas em termos de análise, regressando aos tempos de Adriaanse e culminando com a escalpelização que todos esperavam: o plantel de Paulo Fonseca era feito de “tremoços” ou jogadores a sério? 
E atenção, Josué, se nos ouvires, nada contra ti, rapaz. Pikachu é um termo carinhoso! Para terminar, uma mini-antevisão do jogo de Alvalade e a chatice da Rádio Renascença e de Fernando Gomes (o da Federação) não terem vergonha.
Todos os episódios anteriores estão no site e no feed RSS, pelo que como de costume amandem as vossas postas para cavani@porta19.com!
Link para a página principal do podcast: A Culpa é do Cavani
Link para o sétimo episódio: Jornada 10 – Josué, o nosso Pikachu
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sábado, 23 de setembro de 2017

Análise FC Porto 5-2 Portimonense - Noite de Gala no Dragão


E ao sétimo dia, Ópera.(Eu sei, eu sei, escusadita a piada mas hey, também posso...) Assim se pode designar uma das melhores exibições do FC Porto nos últimos anos, apenas entrecortadas pelo sono que teima em entrar de vez em quando e que deu um travo amargo a Iker Casillas, sem qualquer culpa nos golos e que ainda fez duas defesas ao seu nível.

O FC Porto não deu hipóteses, entrou forte e dominador, intenso e agressivo, à procura do golo com uma paixão que já não lhe vira há muito tempo. Sim, é verdade que o FC Porto vem num crescendo exibicional, mas o golo de Marega  e de Brahimi ( o quinto ) são qualquer coisa digna de memória.

E bem justificados, diga-se. Brahimi foi absolutamente magistral, esteve sempre aguerrido, ofensiva e defensivamente entregue à equipa e solto. Para mim, é um absoluto génio. E quanto a Marega, o golo que marcou foi um golo de classe, a sua disponibilidade para o jogo, a sua velocidade e o seu poderio físico são sempre impressionantes, e nota-se que a confiança e a adoração dos adeptos - tem já música e nota-se a alegria - estão, aos poucos e poucos, a transformar a pedra da sua técnica num diamante que parece começar a formar-se.

Assim sendo, depois de três golos em seis minutos e ainda antes da meia hora de jogo, foi natural um certo deslumbramento que conduziu a um jogo lento mas não controlado. Aí, é natural que o Portimonense - uma equipa muito melhor do que o resultado faz supor - tivesse aproveitado e um letal Nakajima fizesse um golo de trivela de belo efeito, que poria o FC Porto num sentido que o Pirtimonense merecia que se tivesse.

Foi bom ver que a segunda parte trouxe o melhor FC Porto de volta, pelo menos até ao quinto golo. Esta foi a parte final onde Brahimi teve o retorno merecido - bisar e colocar-se outra vez na lista de melhores marcadores da equipa. O quinto golo, é digno dos livros, com o calcanhar de Aboubakar, o túnel de Herrera - ontem, felizmente, na sua versão Hector Miguel  - e a finalização de classe de Brahimi vão figurar, certamente, nos melhores momentos do Dragão durante muito tempo. 


Depois, a soneira voltou a instalar-se num Dragão que, compreensivamente, estava já com a cabeça no principado e em terça feira. O golo do Portimonense era escusado e foi uma falha defensiva de quem não costuma falhar. Mas não se pode querer tudo. A exibição só pode ter uma nota: Excelente!

Resta-me apenas acrescentar que gostei de ver o 4x3x3, com Óliver a partilhar o meio campo com Herrera e o bom entendimento destes,  Marega encostado à direita no lugar de um inconstante e incipiente Corona, que teima em não apanhar o autocarro da equipa, e da segurança e estabilidade que esta táctica trazem. Com certeza, uma antecâmara para os jogos com o Mónaco e o Sporting, onde o 4x4x2 me parece instável e inseguro. Também gostei de ver confirmada a minha teoria de que Diego Reyes é uma boa alternativa a Danilo. 

Acabamos em festa, isolados no primeiro lugar e num pleno de vitórias. Os sinais que vemos são prematuros mas positivos. E isso tem um "culpado" - Sérgio Conceição. É certo que talvez tenha vindo num certo despropósito a sua atitude, ou um certo exagero nesta casuística, mas a verdade é que o acumulado tem a sua preponderância e o seu peso. Assim sendo, adorei. Foi um ponto de ordem que se impunha. Que sirva de exemplo.

E quanto a um Basta, falemos então de Fernando "Facadinhas" Gomes. Creio que o Drax disse tudo, mas quero só acrescentar o seguinte - não me surpreende nada a atitude subalterna e subserviente. As ambições deste são o topo do futebol europeu e isso é o que lhe interessa. Assim sendo dava jeito que nos calássemos. Só que não vai ser assim! E mais, senhor Facadinhas: nós não falamos por causa de "insucessos". Estamos em primeiro lugar. Falamos por factos. E não nos vamos calar!!! 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Para Que Serve O Conselho de Disciplina?

Ontem, Samaris, jogador do benfas e reincidente múltiplas vezes neste tipo de assunto, fez uma gravata - designada por "choke hold" - a João Teixeira, para parar a sua acção, depois de reiterada falta. Tudo isto em frente a Bruno Esteves, um dos Padres de Adão Mendes, um dos signatários de uma queixa contra o FC Porto. 

Assim se vai nesta república das bananas, onde um jogador que apanhou quatro jogos de castigo por dar um murro num adversário - castigo esse que veio ao ralenti - passado duas jornadas desse mesmo castigo, mostra ainda mais agressividade. Sim, porque no final do jogo, ainda se foi encher de razões com outro jogador do Sporting de Braga.

Depois de pouco mais de vinte dias de uma fantochada onde Meirim dizia exigir "tolerância zero para entradas perigosas e para comportamento violento", e nada acontecer a Samaris  - se o sumaríssimo ainda existe, tem de ser aplicado - e a Bruno Esteves, pela vergonha de propositadamente ignorar agressões, fica provado que quer o Conselho de Disciplina quer o Conselho de Arbitragem sabem reconhecer bem a voz do dono.

A forma como as camisolas de uma certa cor fazem as tornam isentas das decisões com a mesma cor seria ridícula se não fosse tão grave

Envergonhem-se senhores! Querem respeito? Façam cumprir as regras!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Rio Ave 1-2 FC Porto - Ála-Arriba Para a Liderança


Tarde bem passada, na companhia de dois amigos no Estádio dos Arcos, com muita ansiedade e nervo, provocada pelo sobressalto do onze. Sérgio Conceição trocara Óliver por Herrera e Corona por Otávio. 

Antes de mais, quero dizer que respeito as decisões do treinador, à partida. Ele é que sabe os momentos de forma do seu grupo, ele é que conhece a forma como treinam. Posto isto, no caso de Herrera, ganhou-se em músculo e, talvez, capacidade de choque. Não estou assim lá muito vendido nessa última. Mas eu não sou da trupe anti-Herrera. Acho que faz muitas coisas bastante úteis ao jogo. Evidentemente, qualidade de passe e visão de jogo não são duas delas.

Herrera tem uma espécie de Dr Jeckyll e Mr. Hyde com ele, uma espécie de Dr. Hectyll e Mr. Herryde. Se por um lado recupera muitas bolas e tem grande capacidade no 1x1, por outro lado é impressionante o talento que tem para perder a bola logo de imediato. Mesmo assim, não falta empenho e entrega a Herrera. E assim sendo, nada há a criticar. Herrera, no meu entender, pode fazer parte das soluções e não dos problemas. Já Otávio irrita-me pela sua displicência e pela falta de concentração ofensiva e defensiva. Se um dá, claramente, o que pode, outro vê-se que não dá tudo o que tem.

Mas, voltando ao jogo, não tivemos propriamente ao nível de ópera. Foi um jogo intenso e disputado, muito atabalhoado e com pouco acerto onde, para mim, sobressaiu um bom Brahimi e um excelente... Marega. É verdade, MareGod voltou a fazer das suas, e muito bem. É evidente, não está ali um Neymar ou um Hulk, mas está ali força, velocidade... e entrega.

Marega tem dado o corpo que o FC Porto precisa e continua de pé quente. Enquanto Aboubakar pareceu regressado à sua nuvem de ego ferido - é sair daí, ó faixabore - e Soares não está ainda bem, Marega vai fazendo as vezes dos jogos. Menção honrosa também a Danilo e a Alex Telles. Danilo andou perdido na primeira parte, junto com a equipa, mas na segunda, mormente pós-golo, encontrou-se e voltou a ser o carro-vassoura que se lhe conhece. Melhor fazer o que se sabe fazer bem, do que inventar. E Alex Telles esteve bem defensivamente e procurou bem furar o corredor. Para se ver a sua influência no jogo, basta ver que o golo do Rio Ave chega após a sua lesão.

Resumindo, onde não houve acerto e maturidade, houve espírito. O que é uma saudável diferença em relação a anos anteriores. Assim se repita muito mais vezes. Porque o que importa, nestes jogos, é vencer.

NOTA: Parece que prós lados do galinheiro vai um rebuliço que é só visto! Prova provada de que a grande onda ficabem é pura treta. Enquanto ganham, tudo vai bem. Mal perdem poder e influência e o campo inclina um pouco menos, é o que se vê. É não é? Jogar sem saber que se ganha é lixado! Habituem-se!

domingo, 17 de setembro de 2017

Onde Se ganham Campeonatos


Não temos o campeonato mais competitivo do mundo, todos sabemos. É raro algum dos grandes perder, seja por mérito ou... outras coisas mais "sacras", lá para as bandas de baixo. Assim sendo, já todos sabemos, já todos percebemos, que um deslize de um concorrente directo tem de ser aproveitado.

Hoje, no estádio dos Arcos, é para vencer de uma forma clara. Por claro, não digo de goleada, de cincazero, mas digo numa demonstração do que é um acidente de percurso, uma dor de crescimento, se quiserem, ao invés de um ponto inflexivo descendente.

Os campeões fazem-se assim, sendo implacáveis e determinados em aproveitar as oportunidades. Está na hora de mostrar de que fibra somos feitos! Temos, naturalmente, qualidade para vencer um Rio Ave que se apresenta em excelente forma, mas que não pode ser obstáculo para quem quer ser campeão.

Há que tirar as ilações destas derrotas, há que trabalhar o que estava mal, como Sérgio Conceição bem falou na conferência de imprensa de antevisão da jornada. Há uns anos, quando o FC Porto marcava passo na Europa, o adversário seguinte pagava a factura. Há que continuar na boa senda, há que retomar os bons princípios.

Estará lá o Mar Azul para os apoiar!

Pra cima deles, carailhe! 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Análise FC Porto 1-3 Besiktas - Ferida Exposta


Ainda bem que esperei umas horas até escrever estas linhas. 

Para já, quero começar por aplaudir de pé a frontalidade deste homem. Sim, a verdade é que a responsabilidade começa mesmo nele. Principalmente, na sua inexperiência. Sérgio nunca tinha estado nesta posição. Ponto. Mas é verdade que é lugar comum dizer-se que o FC Porto, nas competições europeias, deve povoar mais o meio campo, tendendo para 4x3x3 ou um 4x2x3x1, ao invés do 4x2x4 efectivo que se viu,  apesar de, na maioria das vezes, Brahimi - aquele que, juntamente com Marega, foi quem foi capaz de escapar à exibição paupérrima dos seus companheiros - ter dado algum apoio defensivo.

Essa assimetria do meio campo, e uma desinspirada noite de Óliver  - a quem, no estádio, me apeteceu rebentar - e mais ainda de Danilo, que está absolutamente irreconhecível, deram azo a que o Besiktas - que tal como previra, tinha a tarimba e a maturidade como armas contra a meninice dos nossos - pudesse fazer o jogo que queria, com particular destaque para o nosso corredor direito, em que Corona e Ricardo não se entenderam ou apoiaram minimamente.

Só que do nosso lado também houve oportunidades. A bola ao poste de Óliver, a corrida do mesmo, que Soares fez o favor de cortar, o remate com uma excelente defesa de Corona. Três golos claros. Porque, sim, é urgente mais golo a esta equipa. É urgente que, de uma vez por todas, as oportunidades claras sejam golos e não mais um passe, mais uma finta, mais um nervo. Futebol vive de golos. E lá porque Óliver foi quem mais bolas recuperou - 8, no total - isso não faz com que baste. Não basta.

Só que o pior estava para vir. Deu-se a ilusão que, no início, a troca de Óliver por André André tinha surtido efeito. Mentira. Ao trocar Corona por Ótávio, preencheu-se mais o meio campo. Só que lá se foi a pouca definição que havia. Há quem goste das corridas tolas que vimos na segunda parte? Whoopty-Doo. A verdade é que, chegados à áres, os remates eram à figura ou fora de postes. Tínhamos, efectivamente, piorado.

Não causou surpresa que o Besiktas tivesse ainda ampliado mais a vantagem. Porque ficou a nú a nossa ferida exposta. A falta de qualidade do nosso banco não é culpa do treinador. Urge ir buscar um Lucho. Se queremos jogar em 4x2x4, temos de ter um médio que tenha golo. Senão temos de mudar a táctica. Não se pode jogar contra equipas maduras e entrosadas da mesma forma que se joga contra um Moreirense desta vida.

Mas urge, mais do que tudo entender que é o que temos e que sem ovos não se fazem omeletes. Ponto. Para consumo interno talvez dê. Na Champions... sem alternativas credíveis ... é muito complicado. Quem de direito resolva. Ou aceite-se.


NOTA: Éa a quinta vez que uma equipa despede umn treinador nas vésperas de jogar contra o benfas. Coincidências, certamente...

Estou-me a borrifar se Aboubakar, esse Portista da Ribeira, com o sange azul e branco a correr-lhe nas veias, vai ou não para o balneário rir-se com os ex-colegas. É bonito? Não. É o futebol moderno? Com certeza.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Voltar a Ouvir o Terceiro Melhor Hino


Antes de mais, queria agradecer aos meus habituais leitores a paciência que têm tido comigo. Circunstâncias felizes mas consumidoras de tempo têm-me impedido de actualizar este blog como gostaria. No entanto, no início da próxima semana voltará tudo ao normal.

Hoje é dia de Champions. A nossa vigésima segunda. Ombreamos com poucos, muito poucos, na exosfera das presenças europeias, tendo já conquistado também o caneco, o que diz muito de nós como equipa. O Futebol Clube do Porto nasceu para este palco, é lá que habitualmente respira, longe da Matemática do Pontinho e perto do futebol prazenteiro, jogado contra adversários idempotentes ou superiores em orçamento e, não raras vezes, tarimba.

No entanto, é rara a circunstância como a deste grupo, que para mim é um Grupo da Morte. Como se viu no fim de semana, tudo é possível, uma vez que o Mónaco foi goleado por 4-0 (e não 5, como erradamente disse no A Culpa é do Cavani). Somos, então, basicamente da mesma igualha, e tanto poderemos acabar em primeiro como em último do grupo. Não ter uma superpotência nem um adversário frágil dá nisto.

Mas dependemos de nós mesmos, assim sendo. Por isso, honestamente, não sou capaz de saber como estaremos logo. Sei que do outro lado estão figuras que gostamos e que de nós gostam: Quaresma e Pepe. Sei que o Besiktas tem uma propensão ofensiva forte e é melhor a atacar do que a defender. Sei que não é instransponível.

A maior incógnita reside no FC Porto de Champions de Sérgio Conceição. Desconheço em absoluto quais as ideias de Sérgio em jogos de campo aberto e jogo corrido. Não sei se o sistema se mantém, se a filosofia é a mesma, creio que, no fundo, nem ele tem a certeza. É a sua estreia nos grandes palcos. Lá estarei, junto com milhares de Portistas, para os apoiar. Que honrem o Brasão Abençoado, é tudo o que lhes peço. A fase final é sempre o nosso objectivo nesta competição.

Por fim, costuma-se dizer que não te rias do mal do teu vizinho, que o teu vem a caminho. No entanto, impõe-se deixar bem claro um quod est demonstratum. Longe de toda a protecção, com as mesmas regras do que os outros, os incensados da nação, os predestinados, os fantabulásticos, mostram bem onde têm as suas fraquezas e as suas forças. E isso só é mau para todos nós. É por isso que se impõe o fim desta palhaçada proteccionista, não para que outro possa ser o protegido, mas para que a nossa Liga passe a ser competitiva, atraente e justa.

E, por falar em Justiça, a lixeira da Cofina achou muito grave e ofensivo que o juíz que vai julgar a patética providência cautelar seja adepto do FC Porto. Porque se fosse do benfas, tudo normal. Já não se indignaram tanto, aquando do Apito Dourado, que Saldanha Sanches, o malogrado marido de Maria José Morgado, à data desta patética "investigação" que esta chefiou, fosse membro do Conselho Fiscal das papoilas!


Enfim, aqui, como em campo, critérios VARiáveis. Todos os dias, a cada minuto, a cavar ainda mais o fosso que nos afasta do primeiro e nos aproxima do terceiro mundo. Espero que se sintam orgulhosos.